Chegou a hora de, finalmente, partir para um novo país, em busca dos meus objetivos profissionais. Contudo, vejo esta oportunidade como uma catapulta para novas vivências além do mundo profissional da minha vida.
Claramente que não é fácil ter de sair do nosso próprio país para ir em busca de sonhos e de concretizações, que não somos capazes de alcançar no local onde crescemos e onde podemos procurar o colo da nossa família. Até porque os sonhos comandam a vida, se soubermos como lutar por eles.
Não sou a primeira a vir, aliás, sou apenas mais uma a vir para Inglaterra. E não vim sozinha para Bury St. Edmunds, vim com mais duas pessoas conhecidas da minha escola de enfermagem, num conjunto de 13 pessoas que foram recrutadas para aqui. E estamos todos na mesma situação.
Hoje foi o dia em que deixei o meu país para trás, em busca de novos horizontes profissionais. Como a maioria dos enfermeiros Licenciados em Portugal, procurei emprego fora dos limites do conforto da minha língua materna e, por isso, segui caminho para Bury Saint Edmunds na companhia de mais doze colegas enfermeiros, para o West Suffolk Hospital.
Saí bastante cedo, de casa, nesse dia, para ir apanhar o voo. Claramente que o dia anterior foi o dia das grandes emoções: das grandes despedidas, da família e dos amigos. Não foi fácil, dizer "adeus" nunca é fácil, mas a ideia é sermos fortes. Foi uma decisão que tomei da qual não tenho nenhum ressentimento, porque todos conhecemos a realidade da nossa profissão.
No hospital fomos bastante bem recebidos e fomos de imediato colocados nas nossas residências. São muito básicas, mas a melhor parte é que estamos entre amigos, no meu flat. Estamos as três a viver num apartamento das residências só para nós, mas isto tornou-se, claramente, na "casa do povo". E o calor desta casa? Não temos mesmo frio, que esta casa está sempre quente, dá perfeitamente para andar de t-shirt e calções cá dentro! Mas lá fora... Bom, lá fora, está sempre a chover.
Já, de Portugal, nos despedimos, com chuva a cair. E, portanto, não tinha muito por onde me redimir, com a saudade do sol. Porque, sim, vou ter imensas saudades do sol. Mas claramente já me despedi dele, por uns tempos.
Agora... Só o tempo o dirá!
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